truth U love.


28/11/2009


Ande.

“Aqui é um lugar de desamor
Tempo de antes e tempo de após
Numa luz mortiça: nem a luz do dia
Que reveste formas de lúcida quietude
Transfigurando sombras em beleza transitória
E cuja lenta rotação sugere permanência
Nem a escuridão que purifica a alma
Esvaziando o sensual com privação
Purgando de afeto o temporal.
Nem plenitude, nem vazio. Apenas um bruxuleio
Sobre faces tensas e repuxadas pelo tempo
Distraídas da distração pela distração
Cheias de fantasmagorias e ermas de sentido (…)
Desce mais fundo, desde apenas
ao mundo da perpétua solidão
Mundo não mundo, mas o que não é mundo
Escuridão interior, privação
E destituição de toda propriedade,
Ressecamento do mundo dos sentidos,
Evasão do mundo da fantasia
Inoperância do mundo do espírito;
Este é um dos caminhos, o outro
É o mesmo, não em movimento
Mas imóvel, enquanto o mundo se move,
Em apetência, sobre seus metálicos caminhos
De tempo passado e tempo futuro.”


T.S. Eliot, Quatro Quartetos, Burnt Norton, III

Escrito por casa às 15h03
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26/11/2009


U

U é o símbolo de união, e aqui, da verdade com o amor para ser válido e permanente. Um pertence ao outro, separados simplesmente se tornam verdades e amores condicionados a desejos, vontades e costumes. PASSAGEIRO, sem motorista, sem direção, sem cabeça... Sim, juntos sem dúvida é caminho direcionado, porém estreito e sofrido, mas exatamente assim aprendemos à obedecer e as "juntas e ligaduras, vai crescendo em aumento de Deus", nos levando para longe dos rudimentos carregados de ordenanças.

Escrito por casa às 03h26
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24/11/2009


Caminho.

Na linha da justiça se faria traços racionais diante da humanidade, se entenderiam ou não, não é a questão, mas sim o conformismo disfarçado em algumas atitudes é o estado da geração de "filhos". No ritmo, só se vê que somos conformados com o patético. Somos neutros a injustiça e também a delicadeza, trilhando entre piadas e ponderações para dias mais suaves e agradáveis. Abeiramos rios e riachos que nos aliviariam, mas optamos brincar numa reta falsa não desejando cair, de fato, para algum lado, pois é o risco de ser o que ali ficar, molhados ou em terra suja se misturar.


O serviço do falso equilíbrio é gasto por andar em pitadas das facilidades de um 8 e um pouquinho do 80 de regras escaldantes disfarçadas em significado deslumbrante, tudo carroça. Talvez fetiche da nação ser algo em todo lugar nos transfere a sensação de sermos no/do meio, onde a finalidade é só ter não uma bóia ou bota, mas a paz cômoda de ambos os lados.


E nada pode mudar ou mesmo direcionar, porque não é o que vêem com seus cegos vidros oculares que não racham, mas que se prendem no finito e visto. Sim, olhos seria mais simples, mas pra mostrar que a sistematização se encontra dentro da casa de paredes viçosas e grandes, - bem altas seguramente pra homem nenhum pular por tão valiosa - não poderia ser mostrado como simples olhos o que é prisão de uma informação convicta e objetiva voltada a sonhos de crescimento fingindo não ver ou  nem se tocar da aberração complexa dentro. Casas em casas das casas.


Na falta de visão ou até mesmo coragem, se ofusca a verdade se distraíndo entre desejos e sentenças. Com o 8 da certeza nos esforços na volta da inocência que não se recupera mais e também no 80 com o corpo em delírio  para tornar tudo pior do que esta, esquecendo que pensando já é realidade. Tudo fato, tudo abóbora.


É sim triste o esconder/viver trazendo pesar, divisão e mentira em toda casa sem a verdade e amor iluminada. Quem tomava tais atitudes não eram os convictos de doença e nem mesmo os fariseus, talvez multidão que se movimentava muitas vezes com furor para matar curiosidade ou apenas estar próxima de Jesus, porém tudo por fora, nada sabia ou via dentro.

Escrito por casa às 20h05
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Gruta.

"A ignorância gera confiança com mais frequência do que o conhecimento."

Charles Darwin

Escrito por casa às 20h00
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